Pacientes

Informação, consciência e apoio à doação de órgãos

Entenda o processo e a importância social da doação.

Doação de órgãos

Campanha de conscientização sobre doação de órgãos

Legislação e Sistema Nacional de Transplantes

A Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, regulamenta a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento. Sua regulamentação ocorreu por meio do Decreto nº 2.268, de 30 de junho de 1997, que estruturou o Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

O SNT é responsável por estabelecer diretrizes para a captação e a distribuição de órgãos e tecidos no país. Sua estrutura envolve:

  • Ministério da Saúde;
  • secretarias estaduais de saúde;
  • secretarias municipais de saúde;
  • hospitais autorizados;
  • redes de serviços auxiliares necessárias à realização dos transplantes.

Com a criação do sistema, foram implantadas listas únicas de receptores e organizadas as Centrais Estaduais e Regionais de Transplantes, responsáveis pela notificação, captação e distribuição de órgãos.

Autorização familiar e organização hospitalar

A Lei nº 10.211, de 23 de março de 2001, extinguiu a doação presumida e consolidou a obrigatoriedade de consulta à família para autorizar a doação. A legislação também estabeleceu critérios para a retirada de órgãos entre pessoas vivas, especialmente quando não há parentesco.

Hospitais credenciados pelo SUS passaram a organizar comissões internas responsáveis pelo processo de doação e captação de órgãos e tecidos.

CIHDOTT

A Portaria MS nº 1.752, publicada em 23 de setembro de 2005, determinou a constituição da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) em hospitais públicos, privados e filantrópicos com mais de 80 leitos.

Em 21 de outubro de 2009, a Portaria nº 2.600 atualizou os critérios técnicos, operacionais e normativos do Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes.

Objetivos institucionais

  • Sistematizar a notificação de potenciais doadores de tecidos oculares dentro da instituição.
  • Ampliar o número de doações e contribuir para a redução do tempo de espera por transplantes de córnea.
  • Captar, processar e avaliar tecidos conforme as exigências técnicas e legais.
  • Fortalecer a cultura de doação e a qualidade dos tecidos destinados a transplantes ou implantes.

Captação de tecidos oculares

As captações realizadas na instituição contavam com o apoio do Banco de Olhos de Londrina (BOL). Após uma abordagem familiar positiva, a equipe entrava em contato com o banco para realizar o procedimento.

Para agilizar o processo, enfermeiros de instituições da região passaram a receber treinamento específico. Na Santa Casa de Arapongas, a enfermeira Andriana Faustino Alves foi capacitada para essa atividade. Quando ocorre uma captação, a instituição entra em contato com a profissional de plantão e com o Banco de Olhos de Londrina.

A presença de profissionais capacitados na própria instituição reduz o tempo necessário para o procedimento e para a liberação do corpo, proporcionando mais agilidade e respeito aos familiares.